Gilvanio foi o primeiro condutor da tocha na ilha (Foto: Tom Cabral)

A Tocha Olímpica Rio 2016 passou por Fernando de Noronha neste domingo (5), Dia Mundial do Meio Ambiente. A ilha teve a chamada  operação especial  para registro de imagens que serão vistas em todo o mundo. Foram escalados para conduzir o fogo dos jogos 11 moradores, além da jornalista da Rede Globo, Carol Barcellos. Por volta das oito da manhã o avião com a chama chegou à Noronha e foi recebido pelo administrador Luís Eduardo Antunes, conselheiros distrital e a banda de música da Escola Arquipélago. Do aeroporto a tocha seguiu para a Praia do Sueste e passou pelas mãos do noronhense e servidor do Instituto Chico Mendes, Gilvanio Ferreira. “Eu sou natural de Fernando de Noronha, filho de ex-combatente, pra mim está sendo um momento especial abrir este revezamento”, falou Gilvanio.  No Sueste também estavam os pesquisadores do Projeto Tamar, que captaram duas tartarugas marinhas, e foi feito o registro da passagem da pira pela praia com as tartarugas.

Em seguida o símbolo dos jogos foi levado para o Porto de Santo Antônio para ser conduzido em uma escuna para a mergulhadora e bióloga Zaira Matheus. “A emoção é enorme por representar os mergulhadores de Fernando de Noronha, ser mulher levando a Tocha Olímpica e simbolizar a paz no mundo. Estou emocionada e me sentido privilegiada “, contou Zaira.

 

Zaira Matheus

 

Zaira representou os megulhadores (Foto: Luciana Marinho)

Depois do passeio de barco a pira desembarcou na Praia da Cacimba do Padre e passou para as mãos de outra mulher, a corredora e radialista Thânia Brito.

Thânia Brito

Thânia Brito na Cacimba (Foto: Tom Cabral )

Da Cacimba do Padre o fogo seguiu para a Praia do Sancho. O surfista Patrick Tamberg percorreu a faixa de areia e em seguida tentou o embarque numa canoa havaiana , conduzida pelo atleta Alef Alves, aí aconteceu um  momento de tensão. A tocha foi entregue para  Alef, mas na hora de entrar na canoa, Patrick teve que recuar por conta das ondas.  Alef teve que remar com uma mão e segurar a tocha com a outra, enquanto Patrick Tamberg nadava para só então embarcar. Acabou dando  certo a operação Sancho.

Patrick Tamberg e Alef Alves

A tocha foi ao mar no Sancho (Fotos: Ana Clara Marinho/ TV Globo)

No Mirante da Baía dos Porcos o jovem Thor Moreira, que tem síndrome de Down , emocionou todo mundo transbordando de felicidade por segurar o símbolo das Olimpíadas Rio 2016.

Thor Moreira

Thor no Mirante da Baía dos Porcos (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Na Praia da Conceição o atleta da terceira idade, Renê Jerônimo,  que tem 75 anos , mostrou disposição de menino correndo com a tocha.

Renê Jerônimo

Renê correu na areia (Foto: Tom Cabral)

Depois de Seu Renê, a apresentadora da Globo, Carol Barcellos circulou com a tocha no Forte Nossa Senhora dos Remédios e ainda percorreu o sítio histórico.

Carol Barcellos

Carol Barcellos começou no forte (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Em frente a Igreja dos Remédios o militar da Aeronáutica , Edson Silva, seguiu com a chama até o Palácio São Miguel, onde passou a responsabilidade de conduzir a tocha para o engenheiro de pesca Léo Veras. 

Edson Silva e Lèo Veras

Edson passou o fogo para Léo (Foto: Marta Granville)

Leo Veras

Léo  (foto acima) rumou para a Praça São Miguel e repassou a chama olímpica  para o administrador, Luís Eduardo Antunes, que seguiu até o Centro Integrado Bem-Me-Quer.

Luis Edurado Antunes

Luís Edurado foi até o Centro Bem-Me-Quer (Foto: Tom Cabral)

Do Centro Integrado, a tocha foi levada para o Porto de Santo Antônio ,onde  o ex-jogador de vôlei , Douglas Cordeiro, seguiu com o símbolo dos jogos até em frente ao restaurante Mergulhão , onde encontrou o corredor Ademir Ventura.

Douglas Cordeiro

Douglas Cordeiro foi até o Porto (Foto: Marta Granville)

O corredor  local correu até a Capela do Porto de Santo Antônio, num trajeto cheio de emoção. “Estou muito feliz em encerrar este revezamento fazendo um esporte que eu amo, na minha terra”, disse Ademir.

Ademir Ventura

Ademir estava emocionado (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Ao final todos os condutores confraternizaram-se , fechando o evento. Em Fernando de Noronha o revezamento certamente teve um dos cenários mais bonitos da história do Jogos Olímpicos.